Senado sem glória
O governismo do Senado é constrangedor. A “Câmara alta” arrasta-se na indigência política e moral, destoando da Câmara
O governismo do Senado é constrangedor. A “Câmara alta” arrasta-se na indigência política e moral, destoando da Câmara
O atual Ministério da Educação, até agora, nem sequer se dedicou a apresentar um esboço de plano para um sistema que funciona mal e gira por inércia. Tem-se limitado à agitação ideológica e à propaganda
Carta do ministro da Educação pedindo que as escolas promovam o Hino Nacional é uma exorbitância autoritária e um claro desvio de função. Ele voltou parcialmente atrás, mas deixou no ar a impressão de ser um estranho no ninho
Impulsionado pelo protagonismo raivoso e paranoico dos filhos de Bolsonaro, o governo parece disposto a atirar nos próprios pés, como se isso fosse prova de ousadia e destemor.
O Brasil carrega nas costas o fardo da improvisação e do desleixo. Talvez sempre tenha sido assim, mas é inegável que a a situação piorou na medida em fomos ingressando na era planetária da complexidade estrutural e do “risco”
O mais importante não foi a eleição de Davi Alcolumbre para presidir o Senado. Foi a qualidade do processo. Como se se estivesse em um circo, houve de tudo mostrando um padrão político lamentável.
Criado por um grupo de cientistas em 1947, o Doomsday Clock assinala o perigo de uma catástrofe mundial em decorrência de ameaças várias. Quando mais próximo da meia-noite, maior o perigo.
Passados 27 dias de sua posse, o governo Bolsonaro não mostrou ter uma alma. Falta-lhe quase tudo: programa, projeto de País, discurso, comunicação, temperança, conhecimento do terreno, prudência, capacidade de articulação, quadros técnicos e políticos competentes.